O mundo do recrutamento está atualmente obcecado com a “transformação”, mas, enquanto todos correm para automatizar, acabam, sem querer, tirando todo o lado humano do processo. Neste episódio do podcast Freedom of Work, a apresentadora Leah Cottham conversa com Kat Kibben, CEO da Three Ears Media e uma voz de destaque no futuro do trabalho, para discutir por que a eficiência costuma ser apenas uma máscara para más decisões.
Junte-se a nós para descobrir por que as demissões em massa relacionadas à IA costumam ser uma cortina de fumaça financeira e por que o monstro debaixo da cama não é a tecnologia em si, mas sim o nosso próprio medo da incerteza. Defendemos que, em vez de usar a IA para substituir os seres humanos, deveríamos utilizá-la como um multiplicador de força que permita aos recrutadores realmente fazer o trabalho para o qual foram contratados: construir relacionamentos.
Pontos-chave da discussão:
- Por que as empresas culpam a IA pelas demissões quando, na verdade, só querem impulsionar rapidamente o preço das ações.
- Como deixar de lado as implementações opcionais e avançar para uma cultura em que se incentive a cometer erros e compartilhar os fracassos.
- Por que você deve se candidatar à vaga mesmo que não atenda a todos os requisitos (e por que os recrutadores deveriam aceitar sua candidatura).
- Como usar bots para as tarefas rotineiras, garantindo ao mesmo tempo que todos os candidatos tenham um canal direto com uma pessoa de verdade.
- Formas concretas de acabar com a epidemia do “ghosting” por meio de transparência total e prazos rigorosos.
Os Arquivos Kibben: 5 insights importantes
- Se uma ferramenta torna um funcionário 10 vezes mais valioso, uma empresa lucrativa não deveria demiti-lo; deveria, ao contrário, investir no seu desenvolvimento. A IA é um complemento, não uma alternativa.
- O medo é o inimigo da boa tomada de decisões. O sucesso na próxima década depende de desenvolvermos tolerância em relação ao que ainda não sabemos.
- Seu trabalho mudou, mas a descrição do cargo permanece a mesma. Comece do zero e pergunte-se: como é, na verdade, um dia a dia nessa função? Essa é a única maneira de encontrar a pessoa certa.
- Contratar alguém que seja 100% compatível com o cargo muitas vezes leva à rotatividade em menos de seis meses, pois o candidato não tem espaço para crescer. Busque uma compatibilidade de 70% para garantir o comprometimento a longo prazo
- Use o sistema para gerenciar as caixas de seleção (como documentos de integração), para que os funcionários tenham tempo e energia para lidar com as dúvidas e construir confiança.
Sobre a convidada: Kat Kibben
Katrina Kibben é palestrante, consultora de recrutamento e fundadora da Three Ears Media. A empresa é especializada em resolver os “obstáculos do recrutamento” — anúncios de vagas pouco claros e entrevistas mal orientadas — que, discretamente, prejudicam os resultados do processo de contratação.
Com mais de 15 anos de experiência em gigantes globais como Monster.com e Randstad Worldwide, Kat é uma das principais vozes do LinkedIn na área de contratação, cujas ideias já foram destaque no The New York Times e na Forbes. Também é autora dos livros *This Was All An Accident* e *The Bounce Back Factor: A Leader’s Guide to Liking Yourself While Leading People*.
Quando não estão em palcos internacionais ou reformulando o processo de contratação, Kat mora em Rockford, Illinois, com sua namorada e os cães que inspiraram o nome Three Ears Media.

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